Sunomono de Pepino: A Salada Agridoce Clássica do Japão
A Alma desta Receita
O sunomono é a salada agridoce que abre praticamente toda refeição japonesa formal e é o acompanhamento preferido de quem serve sushi, tempurá e pratos fritos em casa. O nome vem de su (vinagre) e mono (coisa): literalmente 'coisa avinagrada'.
Sua função na mesa japonesa é técnica, não decorativa — a acidez limpa o paladar e prepara a boca para o próximo prato, exatamente como o gari faz entre uma peça de niguiri e outra. Aqui você aprende a fazer sunomono de pepino tradicional com o corte em lâminas finíssimas, o passo da salga que retira a água do pepino (o erro mais comum é pular essa etapa e acabar com um molho aguado) e o awasezu equilibrado — o mesmo tempero base do arroz de sushi.
É uma receita japonesa leve, barata, vegetariana, com pouquíssimas calorias e ótima para quem procura entrada japonesa fácil, salada de pepino com vinagre ou acompanhamento para sushi caseiro.

Como fazer sunomono de pepino tradicional com o ponto certo do awasezu e pepino sem água
Curso
Entrada / Acompanhamento
Cozinha
Japonesa
Dificuldade
Fácil
Porções
4 porções
Preparo
15 min
Cocção
0 min
Calorias
68 kcal
Tudo que Você Precisa
- Pepino japonês ou caipira firme — 3 unidades (cerca de 500 g)
- Sal marinho fino — 1 colher de chá (para a salga)
- Awasezu: vinagre de arroz — 5 colheres de sopa
- Awasezu: açúcar refinado — 2 colheres de sopa
- Awasezu: sal — 1/2 colher de chá
- Shoyu claro (usukuchi) — 1 colher de chá (opcional)
- Alga wakame seca — 1 colher de sopa (opcional, hidratada)
- Gergelim branco tostado — 1 colher de sopa
- Opcional: lascas de katsuobushi, gengibre ralado ou pimenta togarashi para finalizar
Passo a Passo do Chef
- 1Lave os pepinos e, se estiverem com casca grossa, raspe listras alternadas com o garfo — além de decorativo, ajuda o tempero a penetrar.
- 2Corte em lâminas finíssimas, de 1 a 2 mm, usando faca bem afiada ou mandolina. A espessura é o que define a textura final do sunomono.
- 3Coloque as lâminas em uma tigela, polvilhe a colher de chá de sal e misture com as mãos. Deixe descansar por 10 minutos.
- 4Aperte o pepino entre as palmas das mãos, em pequenas porções, para expulsar a água. Esse passo concentra o sabor e evita o molho diluído.
- 5Se for usar wakame, hidrate em água fria por 5 minutos, escorra e corte em pedaços pequenos.
- 6Prepare o awasezu misturando vinagre de arroz, açúcar e sal até dissolver completamente. Não precisa aquecer, mas amornar acelera a dissolução.
- 7Junte o pepino espremido, o wakame e o awasezu em uma tigela. Misture delicadamente e acerte com o shoyu claro, se desejar mais profundidade de umami.
- 8Leve à geladeira por no mínimo 20 minutos. O sunomono é servido bem gelado.
- 9Sirva em tigelinhas individuais, finalize com gergelim tostado e, se quiser, lascas de katsuobushi na hora de levar à mesa.
Segredos que Fazem a Diferença
Benefícios Nutricionais por Ingrediente
Pepino
Altamente hidratante, com baixíssima densidade calórica, potássio e vitamina K.
Vinagre de arroz
Auxilia na modulação da glicemia pós-refeição e realça sabores sem adicionar gordura.
Wakame
Fonte natural de iodo, magnésio e fibras solúveis.
Gergelim tostado
Fornece cálcio, gorduras insaturadas e antioxidantes como a sesamina.
Tabela Nutricional por Porção
Porção
4 porções
Energia
68 kcal
| Nutriente | Quantidade | % VD* |
|---|---|---|
| Valor Energético | 68 kcal | 3% |
| Carboidratos | 12 g | 4% |
| Proteínas | 1,5 g | 2% |
| Gorduras totais | 1,5 g | 3% |
| Fibras | 1,2 g | 5% |
| Sódio | 390 mg | 16% |
*Valores Diários de referência com base em uma dieta de 2.000 kcal. Seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo das suas necessidades energéticas.
Aviso sobre informações nutricionais
Os valores nutricionais, tabela e benefícios listados são estimativas de referência baseadas em ingredientes padrão e receitas domésticas. A quantidade real pode variar conforme a marca, o tamanho da porção e substituições feitas na cozinha. O conteúdo não substitui orientação de nutricionista, médico ou outro profissional de saúde qualificado.
Empreendendo com Esta Receita
O sunomono é o item de melhor margem percentual de um cardápio japonês: o custo de insumo por porção fica entre R$ 0,90 e R$ 1,60, enquanto a porção individual é vendida de R$ 9 a R$ 18 — margem bruta que ultrapassa 85%. Por isso ele aparece em quase todo combinado executivo: eleva o valor percebido do pedido com custo marginal quase nulo.
Em delivery, envie o pepino já temperado em pote hermético pequeno, ou separe o awasezu em sachê quando a entrega passar de 40 minutos, preservando a crocância. Não congele: o pepino colapsa ao descongelar.
O público-alvo é amplo — vegetarianos, veganos (basta omitir o katsuobushi), clientes fitness e quem busca opções leves. Uma linha de potes de 150 g vendidos como acompanhamento avulso, junto com gyoza e edamame, aumenta o ticket médio sem exigir estrutura extra de cozinha.
Aviso sobre potencial comercial
As projeções de custo, precificação e retorno são estimativas educativas e não garantem resultados reais. Antes de comercializar qualquer produto alimentício, consulte vigilância sanitária, contador e advogado da sua região para cumprir exigências legais.
Resumo Histórico
O sunomono pertence à família dos aemono e sunomono, preparações avinagradas que aparecem em registros culinários japoneses desde o período Heian (794-1185), quando o vinagre já era usado tanto como tempero quanto como conservante. Sua consolidação como prato de mesa veio com a estrutura da refeição japonesa tradicional — o ichijū-sansai, uma sopa e três acompanhamentos —, na qual o sunomono ocupa o papel de contraponto ácido ao arroz e à proteína.
Em banquetes kaiseki, ele costuma ser servido próximo ao fim da sequência, justamente para reequilibrar o paladar. A versão com pepino e wakame se popularizou no período Edo, quando o vinagre de arroz passou a ser produzido em escala, o mesmo movimento que viabilizou o surgimento do niguiri-zushi em Tóquio.
No Brasil, o sunomono chegou com as famílias imigrantes a partir de 1908 e ganhou o país em versões locais, muitas vezes mais adocicadas que as japonesas — reflexo direto do paladar brasileiro.

Escrito e testado por
Ren Kobayashi
Mestre de ramen e fermentações
Especialista em ramen, missô e fermentados japoneses. Cuida das receitas de caldos, molhos e conservas.
- 15 anos de cozinha japonesa profissional
- Estudo de fermentação em produtora artesanal de missô em Nagano
- Instrutor de oficinas de fermentação caseira desde 2021
- Responsável pelas receitas de molhos, caldos e conservas
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