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Lámen Shoyu de Frango: Caldo Caseiro Perfeito em 1 Hora

RRen/13 de Agosto, 2026
Descrição Estratégica

A Alma desta Receita

Antes do tonkotsu leitoso e do missô encorpado de Hokkaido, existia o shoyu ramen. Ele é o lámen original das barracas de Tóquio, servido em tigelas fundas desde o início do século XX, e continua sendo o preferido dos japoneses justamente por ser o mais difícil de esconder: um caldo translúcido não perdoa erro.

A arquitetura de um bom lámen tem quatro camadas independentes, e entender essa divisão é o que muda o resultado em casa. Primeiro, o caldo (dashi/soup) — aqui feito com carcaça de frango, negi, gengibre e kombu, cozido em fogo baixo para permanecer limpo. Segundo, o tare, o concentrado salgado de shoyu, mirin e saquê que dá identidade e tempera a tigela inteira. Terceiro, o aroma oil, uma gordura aromatizada que sela o calor e carrega o perfume. Quarto, os toppings: chashu, ajitama, menma, negi e nori.

Nesta versão, adaptei o método clássico para uma hora de panela sem perder profundidade, usando frango em vez de porco — mais acessível, mais leve e mais rápido. O ovo ajitama fica com a gema cremosa em 6 minutos e 30 segundos de cozimento seguidos de uma marinada simples. E, sim, o macarrão nunca é cozido no caldo: essa é a diferença entre um lámen de verdade e um miojo turbinado.

Se você pesquisou como fazer lamen em casa, receita de lámen caseiro, caldo de lamen shoyu, ovo de lamen ou lámen de frango, encontrou aqui o passo a passo completo, com as proporções que realmente funcionam em fogão doméstico.

Lámen Shoyu de Frango: Caldo Caseiro Perfeito em 1 Hora

Como fazer lámen shoyu em casa: caldo de frango limpo, tare, ajitama e montagem na ordem certa

Curso

Prato Principal

Cozinha

Japonesa

Dificuldade

Médio

Porções

4 porções

Preparo

25 min

Cocção

60 min

Calorias

578 kcal

Ingredientes

Tudo que Você Precisa

  • Caldo: carcaça e coxas com osso de frango — 1,2 kg
  • Caldo: água fria — 2,5 L
  • Caldo: alho-poró ou negi (parte verde) — 1 talo
  • Caldo: gengibre fresco em rodelas — 30 g
  • Caldo: alho amassado — 4 dentes
  • Caldo: cenoura em pedaços grandes — 1 unidade
  • Caldo: alga kombu — 1 pedaço de 8 cm
  • Caldo: cogumelo shiitake seco — 3 unidades
  • Tare: shoyu japonês — 120 ml
  • Tare: mirin — 50 ml
  • Tare: saquê culinário — 50 ml
  • Tare: açúcar — 1 colher de chá
  • Chashu de frango: sobrecoxa desossada com pele — 500 g
  • Chashu: shoyu, mirin e saquê — 60 ml de cada
  • Ajitama: ovos em temperatura ambiente — 4 unidades
  • Ajitama: marinada de shoyu, mirin e água — 60 ml de cada
  • Montagem: macarrão para lámen fresco ou seco — 400 g
  • Montagem: menma (broto de bambu em conserva) — 80 g
  • Montagem: cebolinha fatiada fina e nori em folhas — a gosto
  • Montagem: óleo de gergelim torrado — 4 colheres de chá
Modo de Preparo

Passo a Passo do Chef

  1. 1Comece pelo caldo: cubra a carcaça e as coxas com água fria em uma panela grande e leve ao fogo alto apenas até levantar fervura. Escorra tudo, lave os ossos em água corrente e limpe a panela. Esse branqueamento é o que garante um caldo dourado e translúcido em vez de turvo.
  2. 2Devolva os ossos à panela limpa com os 2,5 L de água fria, o alho-poró, o gengibre, o alho, a cenoura e o shiitake seco. Leve ao fogo até quase ferver e reduza imediatamente — o caldo deve tremer, nunca borbulhar forte.
  3. 3Cozinhe em fogo baixo por 50 minutos, retirando a espuma da superfície nos primeiros 10 minutos. Acrescente o kombu apenas nos últimos 10 minutos e retire antes de coar, para não amargar.
  4. 4Coe o caldo em peneira fina forrada com pano. Você deve obter cerca de 1,6 L. Mantenha quente e prove: ele ficará suave, pois o sal virá do tare.
  5. 5Prepare o chashu: enrole as sobrecoxas com a pele para fora, amarre com barbante e doure em frigideira sem óleo, começando pelo lado da pele.
  6. 6Junte shoyu, mirin e saquê à frigideira, tampe parcialmente e cozinhe em fogo baixo por 20 minutos, virando o rolinho a cada 5 minutos, até o molho reduzir e envernizar a carne. Deixe descansar antes de fatiar.
  7. 7Faça o ajitama: cozinhe os ovos em água já fervente por exatos 6 minutos e 30 segundos, transfira para água com gelo por 3 minutos e descasque com cuidado.
  8. 8Mergulhe os ovos na marinada de shoyu, mirin e água dentro de um saco plástico, retirando o ar para que fiquem submersos. Marine de 1 hora a 12 horas na geladeira.
  9. 9Monte o tare: leve shoyu, mirin, saquê e açúcar ao fogo baixo por 3 minutos, apenas para evaporar o álcool. Reserve.
  10. 10Aqueça as tigelas com água quente e descarte a água — tigela fria derruba a temperatura do lámen em segundos.
  11. 11Em cada tigela, coloque 3 colheres de sopa de tare e 1 colher de chá de óleo de gergelim. Despeje 400 ml do caldo bem quente e misture.
  12. 12Cozinhe o macarrão em panela separada, em água fervente abundante, seguindo o tempo do fabricante (em geral 2 a 3 minutos para o fresco). Escorra energicamente — água residual dilui o caldo.
  13. 13Acomode o macarrão na tigela dobrando-o sobre si mesmo para criar altura, e monte os toppings em setores: chashu fatiado, ajitama cortado ao meio, menma, cebolinha e o nori encostado na borda. Sirva imediatamente.
Notas do Chef

Segredos que Fazem a Diferença

Fervura forte emulsiona a gordura e deixa o caldo turvo. Para o shoyu ramen, o objetivo é o oposto: transparência e limpeza.
Nunca cozinhe o macarrão no caldo. O amido liberado engrossa e embaça a tigela inteira.
O tare é o volante do prato: comece com 3 colheres de sopa por tigela e ajuste ao paladar antes de adicionar os toppings.
Sem macarrão fresco por perto? Use macarrão para lámen seco de boa qualidade e evite miojo instantâneo com tempero — o pacote de tempero desequilibra o caldo.
O caldo pode ser feito no dia anterior e melhora com o descanso. Depois de frio, retire a camada de gordura da superfície e reserve-a: ela é um excelente aroma oil.
Congele o caldo em porções de 400 ml. Assim, um lámen de meio de semana leva 15 minutos.
Nutrição Inteligente

Benefícios Nutricionais por Ingrediente

Caldo de frango

Fonte de colágeno e aminoácidos como glicina e prolina, extraídos na cocção lenta dos ossos.

Ovo ajitama

Proteína de alto valor biológico com colina, importante para a função cognitiva.

Shiitake

Contém lentinana e vitaminas do complexo B, além de aprofundar o umami do caldo.

Kombu

Iodo e glutamato natural, que reduzem a necessidade de sal adicional.

Cebolinha e negi

Compostos sulfurados antioxidantes que equilibram a gordura do prato.

Informação Nutricional

Tabela Nutricional por Porção

Porção

4 porções

Energia

578 kcal

NutrienteQuantidade% VD*
Valor Energético578 kcal29%
Carboidratos62 g21%
Proteínas38 g51%
Gorduras totais18 g33%
Fibras4 g16%
Sódio1.680 mg70%

*Valores Diários de referência com base em uma dieta de 2.000 kcal. Seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo das suas necessidades energéticas.

Aviso sobre informações nutricionais

Os valores nutricionais, tabela e benefícios listados são estimativas de referência baseadas em ingredientes padrão e receitas domésticas. A quantidade real pode variar conforme a marca, o tamanho da porção e substituições feitas na cozinha. O conteúdo não substitui orientação de nutricionista, médico ou outro profissional de saúde qualificado.

Negócio Culinária Japonesa

Empreendendo com Esta Receita

O lámen é hoje um dos formatos mais lucrativos do food service japonês no Brasil, e o motivo é estrutural: o custo está no tempo, não no ingrediente. Uma tigela completa de shoyu ramen de frango custa entre R$ 8 e R$ 12 de matéria-prima e é vendida entre R$ 45 e R$ 72 — margem bruta que costuma superar 70%.

A operação vive de mise en place. Caldo, tare, chashu e ajitama são produzidos em batelada um ou dois dias antes; no serviço, a montagem leva menos de três minutos. Um cozinheiro treinado entrega de 30 a 40 tigelas por hora em uma bancada bem organizada, o que torna o lámen ideal para casas pequenas com alto giro.

Delivery exige atenção: nunca envie a tigela montada. Embale caldo, macarrão pré-cozido e toppings separadamente, com instrução de montagem — o cliente monta em 90 segundos e a experiência se preserva. Esse formato kit também abre uma linha de produto congelado com validade de 60 dias, excelente para venda em marketplaces regionais.

O público é amplo e fiel: jovens adultos de 20 a 40 anos, forte presença em dias frios e à noite, com alto engajamento em redes sociais. Trabalhe upgrades de alta margem (ovo extra, chashu extra, porção de gyoza, cerveja japonesa) e um combo de almoço com preço fechado para capturar o público corporativo.

Aviso sobre potencial comercial

As projeções de custo, precificação e retorno são estimativas educativas e não garantem resultados reais. Antes de comercializar qualquer produto alimentício, consulte vigilância sanitária, contador e advogado da sua região para cumprir exigências legais.

Origem & Tradição

Resumo Histórico

O lámen chegou ao Japão pelas mãos de imigrantes chineses no fim do século XIX, nos portos abertos ao comércio internacional — Yokohama, Kobe e Nagasaki. Era conhecido como shina soba, o 'macarrão chinês', e ganhou o balcão popular na virada do século XX.

O marco do estilo shoyu costuma ser atribuído ao Rairaiken, aberto em 1910 no bairro de Asakusa, em Tóquio: caldo de frango claro, tare de shoyu e macarrão alcalino, a fórmula que definiria o Tokyo ramen até hoje.

A explosão veio no pós-guerra. Com a escassez de arroz e a chegada de farinha de trigo norte-americana, o macarrão se tornou alternativa acessível, e as barracas de rua se multiplicaram nas cidades destruídas. Em 1958, Momofuku Ando criou o lámen instantâneo, levando o prato ao mundo inteiro — invenção eleita pelos japoneses, em pesquisa do ano 2000, como a mais importante do século XX no país.

Das décadas de 1980 em diante, o lámen deixou de ser comida barata e virou objeto de autoria: cada região consolidou seu estilo (shoyu em Tóquio, missô em Sapporo, tonkotsu em Fukuoka, shio em Hakodate) e mestres passaram a assinar tigelas. Em 1994, Yokohama inaugurou o Shin-Yokohama Ramen Museum, primeiro museu do mundo dedicado a um prato — sinal claro de que o lámen deixou de ser importação para se tornar patrimônio japonês.

Retrato de Ren Kobayashi, Mestre de ramen e fermentações

Escrito e testado por

Ren Kobayashi

Mestre de ramen e fermentações

Especialista em ramen, missô e fermentados japoneses. Cuida das receitas de caldos, molhos e conservas.

  • 15 anos de cozinha japonesa profissional
  • Estudo de fermentação em produtora artesanal de missô em Nagano
  • Instrutor de oficinas de fermentação caseira desde 2021
  • Responsável pelas receitas de molhos, caldos e conservas
São Paulo, BrasilNa cozinha desde 2010Ver perfil completo
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